O futuro está em serviços

Graça Sermoud 15/01/2010

No Brasil, o ano de 2010 promete ser um período de retomada para muitos setores da economia, que sofreram os impactos da crise financeira mundial. No segmento de TI, os otimistas acreditam que poderemos voltar a crescer a taxas de 20% ou mais, já os realistas pensam algo em torno de 10%. Os pessimistas... Bem, melhor nem ouvi-los, para não comprometer o clima de euforia desse final de ano.

O ano de 2010 sinaliza ser diferente para a TI, independente dos prognósticos econômicos. Isso porque uma mudança significativa está em curso e vai gerar impacto no setor, para o bem e para o mal. Há anos ouvimos falar no modelo de aquisição de soluções e produtos de TI na modalidade serviço. A tendência, que surgiu nos anos 90, foi batizada de diversas siglas. Não só as letras mudaram no decorrer dos anos, a oferta também evoluiu e ganhou novos contornos.

Hoje, a melhor tradução para o modelo denomina-se cloud computing. E o que é a computação em nuvem, se não a TI como serviço? Os especialistas se apressarão em dizer que existem diferenças nos modelos. Sim, claro que existem, mas no fundo estamos tratando do mesmo fenômeno. A tendência inexorável de transformar a TI em algo mais fácil de usar e administrar.

Lembra do TCO (custo total de propriedade), inimigo número um dos diretores de tecnologia na década passada? Atualmente, ele não é tão famoso assim, mas continua presente e atormentando a rotina de muitos CIOs. Um estudo realizado pela ASM Consultoria sobre Tendências dos Mercados de Serviços Gerenciados de TI e Telecom no Brasil mostrou que os CIOs buscam, nos modelos de serviços, redução de Capex, ganho de qualidade, foco no negócio, redução de custos, acesso a novas tecnologias, segurança e alta disponibilidade.

Vários aspectos da questão devem ser avaliados. Longe de encontrar a melhor solução, as novas modalidades de serviços exigem outro aprendizado, tanto dos executivos de TI quanto dos fornecedores. Muitos CIOs deixaram de ser um gestor de tecnologia para ser um gestor de SLAs. Entretanto, mesmo com todo o desafio, o caminho não tem volta. Para muitos especialistas o futuro é puro outsourcing, nas nuvens ou não.

Fonte: Decision Report


Letnis.com.br